PECUÁRIA

No mercado físico de gado, a semana começa sem apresentar grandes mudanças em torno do perfil das negociações, com preços acomodados em grande parte do país

16 de agosto de 2021 às 18h45

Atualizado em 16 de agosto de 2021 às 18h01 – Por Canal Rural

Foto divulgação internet – Canal Rural

O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis nesta segunda-feira. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a semana inicia sem apresentar grandes mudanças em torno do perfil das negociações, com preços acomodados em grande parte do país.

“A exceção é o Mato Grosso do Sul que ainda se depara com maior propensão a reajustes. Nos demais estados os frigoríficos desfrutam de uma posição mais confortável em suas escalas de abate, que ainda atendem entre cinco e sete dias úteis em média. A entrada de animais a termo e a utilização de confinamentos próprios reforça essa tendência”, assinalou Iglesias.

“O resultado das exportações foi excelente no decorrer da primeira quinzena de agosto, sugerindo que a China segue absorvendo grandes volumes de proteína animal brasileira no decorrer do terceiro trimestre. O Brasil ganha mercado com as recentes medidas adotadas pelo governo da Argentina, somado aos problemas de rebanho na Austrália”, disse o analista.

Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 318 na modalidade à prazo. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 305. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 314,00. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 308,00, estável. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 314 a arroba.

Atacado

Já no mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Segundo Iglesias, a tendência de curto prazo ainda remete a alguma queda dos preços, movimento natural durante a segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo.

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 562,2 milhões em agosto (10 dias úteis), com média diária de US$ 56,229 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 101,592 mil toneladas, com média diária de 10,159 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5,5 mil. Em relação a agosto de 2020, houve ganho de 80,5% no valor médio diário da exportação, alta de 30,7% na quantidade média diária exportada e valorização de 38,11% no preço médio.

O quarto dianteiro foi precificado a R$ 17 por quilo. O quarto traseiro teve preço de R$ 21,2 por quilo, estável. Já a ponta de agulha foi precificada a R$ 16,9 por quilo.

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Fonte: canalrural.com.br