Foto: Governo de Mato Grosso

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Foram relatadas algumas tentativas de compra abaixo da referência média, mas sem grande aderência por parte do pecuarista. Confira abaixo!

O mercado físico de boi gordo registrou preços de estáveis a mais altos nesta terça-feira, 17, a depende da praça avaliada. De forma geral, a dinâmica de negócios segue sem grandes mudanças. As escalas seguem encurtando, enquanto os pecuaristas aguardam uma melhor oferta para negociar os poucos animais disponíveis!

Os frigoríficos seguem com uma frente bastante confortável em suas escalas de abate, que ainda atendem entre cinco e sete dias úteis de comercialização, em média. Em São Paulo, foram relatadas algumas tentativas de compra abaixo da referência média, mas sem grande aderência por parte do pecuarista.

Segundo a Scot Consultoria, na região a arroba do boi gordo subiu 1,0%, ou R$3,00/@, na comparação feita dia a dia, cotada em R$315,00/@, preço bruto e a prazo. Cenário de calmaria nas praças paulistas. A cotação do boi gordo que atende ao mercado interno está estável em R$317,00/@ desde 27/7, preço bruto e a prazo.

Para o ”boi China”, aqueles animais de até 30 meses de idade, os negócios ocorrem até R$320,00/@, preço bruto e à vista. A demanda por essa categoria é maior, tendo em vista a valorização do dólar que tem aumentado a competitividade da carne brasileira e as exportações que seguem em ritmo aquecido, mirando um novo recorde!

Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado apresentou uma média geral a R$ 314,77/@, na terça-feira (17/08), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 303,98/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 315,25/@.

O Indicador do Cepea apresentou grande valorização no fechamento de ontem e os valores saltaram de R$ 313,25/@ para o patamar de R$ 319,30/@, uma alta de 6,16% na comparação diária. Esse valor é o mais próximo que o Indicador chegou do recorde histórico, de R$ 321,45/@.

Entretanto, o estado de Mato Grosso, maior produtor de carne bovina do país, corre o risco de não ter gado suficiente para o abate, é a declaração de Paulo Bellincanta, presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas do estado (Sindifrigo-MT).

No Nordeste, há grande escassez de oferta de animais terminados, sobretudo nos Estados que não dispõem de confinamentos – na região, a escalas de abate se situam ao redor de cinco dias, de acordo com a IHS Markit.

Mercado Futuro

No mercado futuro, quase todos os vencimentos registram leves quedas na B3, refletindo o maior conforto nas escalas de abate dos frigoríficos brasileiros. Os papeis para outubro/21 e novembro/21 (pico da entressafra) recuaram para R$ 322,80/@ e R$ 327,30/@, respectivamente.

Exportações mirando recorde

A primeira quinzena do mês se encerrou com uma média de exportação de 10,15 toneladas/dia, o que significou avanço de 30,7% ante o mesmo período em 2020 e 34,4% superior à média diária do mês passado (julho/21).

O preço pago pela proteína bovina brasileira recuou levemente (-0,23%) nos últimos cinco dias úteis, para US$ 5,53 mil/tonelada, em média, em relação ao valor da semana anterior.

“Importante destacar o ótimo desempenho das exportações no decorrer do mês de agosto, sinalizando para um bom ritmo de compras por parte da China. O Brasil se beneficia das recentes decisões do governo da Argentina além dos problemas de rebanho na Austrália. Esses dois países apresentam retração das vendas de carne bovina com destino ao mercado chinês”, assinalou Iglesias.

Giro do Boi Gordo pelo Brasil

Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 316 – R$ 317 na modalidade à prazo, ante R$ 318 na segunda-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 305, estável. E m Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 316, contra R$ 314. Em Cuiabá, preços do boi gordo a R$ 308, estável. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 315 a arroba, ante R$ 314.

Atacado

Já no mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Segundo Iglesias, a tendência de curto prazo remete a menor espaço para reajustes, em linha com a menor propensão a reajustes durante a segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo. A carne de frango ainda conta com a predileção do consumidor médio, algo compreensível nas atuais circunstâncias macroeconômicas, e essa dinâmica não deve mudar até o final do ano.

O quarto dianteiro foi precificado a R$ 17 por quilo. O quarto traseiro teve preço de R$ 21,25 por quilo, estável. Já a ponta de agulha foi precificada a R$ 16,90 por quilo.

Fonte: comprerural.com.br