Na média de preço de todas as regiões e categorias monitoradas, entre machos e fêmeas anelorados, houve aumento de 1,6% nesta semana, segundo a Scot Consultoria

Após o marasmo nas últimas semanas, o mercado de reposição começou a ganhar ritmo, influenciado sobretudo pelo avanço nos preços do boi gordo.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na média de todas as regiões e categorias monitoradas, entre machos e fêmeas anelorados, houve aumento de 1,6% nesta semana.

Neste intervalo, as fêmeas puxaram as cotações. Na média de todas as categorias de fêmeas, a valorização foi de 1,9%, frente a alta de 1,2% da média das categorias dos machos anelorados.

Dentre as fêmeas, a maior demanda pela bezerra desmamada resultou em alta de 2,4% para a categoria, considerando os últimos sete dias.

Segundo relembra a IHS Markit, os desarranjos gerados pelo embargo aos embarques de carne bovina à China tiveram impactos severos no segmento da reposição, ao prejudicar o poder de compra dos recriadores e invernistas.

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Porém, diante da recuperação das cotações do boi gordo, os preços da reposição voltaram a operar em ambiente mais firme, com ajustes positivos entre algumas praças, observa a IHS.

“As condições de pastagem em grande parte do Brasil se desenvolvem de forma muito satisfatória, o que pode ajudar a estimular a compra de gado magro”, diz a IHS.

Nesta semana, entre as principais praças, houve registro de negócios apenas em algumas regiões do Brasil.

No Centro-Oeste, destaque para altas nos preços, entre todas as categorias, registradas nas praças do Mato Grosso do Sul.

No Sudeste, o mercado também esboçou recuperação nos preços, embora o volume de negócios evoluiu de forma lenta, informa a IHS.

Na região Sul, a oferta se mostrou maior no Rio Grande do Sul, em função da saída de lotes das pastagens para abrir espaço para o plantio de soja. “Porém, a firmeza dos preços da boiada gorda tem animado os compradores locais e dado suporte a manutenção dos preços dos animais de reposição”, observa a IHS.

No Paraná, o mercado de reposição também segue firme.

No Norte do País, os preços também ensaiaram altas, embora os negócios não tenham sido em volumes significativos, relata a IHS.

No Tocantins, já há relatos do preço do bezerro voltando a ser negociado a R$ 14/kg, apurou a consultoria.

Fonte: portaldbo.com.br