Em faturamento, os embarques no acumulado de fevereiro/22 somaram US$ 404,88 milhões, o dobro do valor registrado em igual período de 2021

As exportações brasileiras de carne bovina in natura continuaram aceleradas no início da segunda quinzena de fevereiro/22, informa o economista Yago Travagini, da Agrifatto.

Na terceira semana do mês, os embarques da proteína alcançaram 37,04 mil toneladas, um avanço de 9,6% no comparativo com o volume da semanal (33,79 mil toneladas) e acréscimo de 40,7% sobre o resultado obtido em igual período de fevereiro de 2021 (26,33 mil toneladas), relata o consultor, apontando dados recolhidos pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

No acumulado de fevereiro/22 (14 primeiros dias úteis), foram enviadas ao exterior 110,49 mil toneladas, um acréscimo de 8,2% sobre o volume exportado em todo o mês de fevereiro de 2021 (total de 102,13 mil toneladas).

“Diante desse resultado parcial, estimamos que o mês se encerre com 140-145 mil toneladas embarcadas!”, prevê Travagini.

Em volume, o recorde atual para fevereiro é de 2019, quando 115,44 mil toneladas foram exportadas, informa o analista da Agrifatto.

Em faturamento, os embarques no acumulado nas três semanas de fevereiro/22 somaram US$ 404,88 milhões, o dobro do valor registrado em igual período de 2021 (US$ 204,80 milhões).

“Em receita, também veremos um novo valor histórico para fevereiro”, afirma Travagini, acrescentando que o último recorde em dólares para o segundo mês do ano foi alcançado em 2020 (US$ 489,66 milhões).

Nas três primeiras semanas de fev/22, o preço médio da carne bovina in natura exportada foi de US$ 5.504/tonelada, uma valorização de 21% sobre a cotação média registrada em igual período de 2021, de US$ 4.552/toneladas.

Comércio de milho – Durante a última semana, o Brasil exportou 221,90 mil toneladas de milho, uma queda de 23,1% no comparativo semanal, informa a Agrifatto, também com base em dados da Secex

Até o momento, os embarques do grão no mês corrente totalizaram 605,13 mil toneladas, volume 19,65% inferior comparado ao mesmo período em 2021.

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O preço médio mensal para a venda tonelada do cereal no mercado internacional ficou em US$ 260,60, desvalorização de 2,11% ante a semana retrasada.

Com isso, as vendas externas da commodity nos 14 primeiros dias úteis de fev/22 consolidaram uma receita de US$ 157,67 milhões, montante equivalente a 93,15% de todo o arrecadado em fev/21, quando a tonelada tinha o preço médio de US$ 217,90.

Já as importações de milho da última semana ficaram em 17,99 mil toneladas, uma alta de 72% no comparativo semanal, relata a Agrifatto.

Durante o acumulado de fev/22, o Brasil comprou 32,49 mil toneladas do cereal. Esse montante representa 15,48% do que foi importado em fev/21.

O preço médio mensal pago para a importação da tonelada ficou em US$ 248,00, um recuo de 2,09% ante a semana retrasada.

Até o momento, as importações brasileiras de milho geraram gastos de US$ 8,06 milhões, valor equivalente a 15,90% do que foi utilizado para isso em fev/21, quando a tonelada tinha o preço médio de US$ 174,70, informa a Agrifatto.

Fonte: portaldbo.com.br