Dados apurados pela Scot Consultoria mostram que, nas praças de São Paulo, o boi, a vaca e a novilha gordos continuam cotados em R$ 315/@, R$ 279/@ e R$ 312/@, respectivamente (preços brutos e a prazo)

Com escalas de abate bem posicionadas entre os frigoríficos brasileiros, a última semana de abril fecha com preços estáveis para todas as categorias de bovinos destinados ao abate, informam a consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.

Dados apurados pela Scot Consultoria mostram que, nas praças de São Paulo, o boi, a vaca e a novilha gordos continuam valendo R$ 315/@, R$ 279/@ e R$ 312/@, respectivamente (preços brutos e a prazo).

Bovinos com padrão para venda ao mercado da China (abatidos mais jovens, geralmente com idade abaixo dos 30 meses) seguem apregoados em R$ 325/@ no Estado de São Paulo, informa a Scot.

Segundo levantamento da IHS Markit, nesta sexta-feira (29/4), o mercado brasileiro de boiadas gordas seguiu sem fluxos significativos de negócios, repetindo o ritmo lento observado ao longo da semana.

“Neste último dia útil de abril, foi possível observar grande estabilidade nos preços entre as diversas regiões pecuárias brasileiras”, relata a IHS.

A maior parte das indústrias já possui escalas de abate avançadas, com programações para até o final da primeira semana de maio, acrescenta a consultoria.

Do lado de dentro das porteiras, muitos pecuaristas também se ausentaram do mercado, numa tentativa de reduzir a pressão baixista endossada pelos frigoríficos durante todo o mês de abril.

Segundo a IHS, atualmente, as regiões pecuárias brasileiras possuem condições de mercado distintas.

No Sul, sobretudo no Pará, os bons volumes de chuvas que cobriram o Estado nas últimas semanas garantiram boas condições de pastos, trazendo possibilidade de retenção dos animais nas propriedades, à espera de melhores condições de preços.

Este cenário também é visto nas regiões Norte e Nordeste do País, sobretudo no Maranhão, Piauí e Tocantins, informa a IHS.

No entanto, nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, o período de estiagem chegou com mais força, relata a consultoria. Há regiões no Mato Grosso que registram mais de 20 dias sem chuvas e sol forte, castigando as áreas de pastagens.

“Essas mesmas condições ocorrem em algumas áreas do Mato Grosso do Sul e de Goiás”, acrescenta a IHS.

Assim, a oferta de boiada gorda em praças dessas regiões citadas acima cresceu consideravelmente nos últimos dias, pressionando os preços da arroba e abrindo margens para novos testes de queda por parte das indústrias.

Nas praças de São Paulo, diz a IHS, observa-se que as escalas de abate já se encontram mais encurtadas e as indústrias locais atuam de forma regular e cadenciada.

De acordo com informações da IHS, a oferta de animais terminados já se encontra exaurida nas praças de São Paulo.

Além disso, as indústrias paulistas e outras regiões do País seguem preocupadas com relação à demanda chinesa, que recentemente suspendeu o embarque de carne bovina de algumas unidades brasileiras, alegando problemas relacionados ao vírus da Covid-19.

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foto portal DBO – internet

Demanda interna – As expectativas no mercado atacadista de carne bovina se voltam para o mês de maio e a possibilidade de alguma retomada na demanda, mesmo de forma gradual.

O setor produtivo espera que o recebimento dos salários aos trabalhadores, neste início de maio, possa incentivar uma maior busca dos consumidores brasileiros pela proteína vermelha.

No entanto, o avanço da inflação no Brasil vem corroendo o dinheiro da população brasileira, que tem trocado a carne bovina por proteínas mais baratas, como o frango e a carne suína, além dos ovos.

Cotações máximas de machos e fêmeas desta sexta-feira, 29 de abril
(Fonte: IHS Markit)

SP-Noroeste:

boi a R$ 327/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 290/@ (à vista)
vaca a R$ 270/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca a R$ 275/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 270/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 285/@ (prazo)
vaca a R$ 272/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 285/@ (prazo)
vaca a R$ 270/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 280/@ (prazo)
vaca a R$ 270/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 282/@ (à vista)
vaca a R$ 270/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 280/@ (à vista)
vaca a R$ 270/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca R$ 275/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 305/@ (à vista)
vaca a R$ 280/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 285/@ (prazo)
vaca a R$ 260/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 285/@ (à vista)

vaca a R$ 275/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 340/@ (à vista)
vaca a R$ 310/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 340/@ (à vista)
vaca a R$ 310/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 282/@ (prazo)
vaca a R$ 272/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 280/@ (prazo)
vaca a R$ 272/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 280/@ (prazo)
vaca a R$ 270/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 285/@ (à vista)
vaca a R$ 265/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 263/@ (à vista)
vaca a R$ 253/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 280/@ (à vista)
vaca a R$ 260/@ (à vista)

Fonte: portaldbo.com.br