Obrigações fiscais e financeiras retiram boa parte do poder de compra da população, elevando o consumo das proteínas concorrentes, que neste período encontram-se com preços mais competitivos, informa IHS Markit

Imagem internet – divulgação

Com o menor ímpeto de compra por parte das indústrias frigoríficas e a oferta de gado terminado relativamente confortável, os preços do boi gordo recuaram R$ 3/@ no mercado de São Paulo nesta quarta-feira, 11 de janeiro, informa a Scot Consultoria.

Com isso, o macho “comum”, destinado ao mercado interno paulista, está valendo R$ 274/@, no prazo, preço bruto.

De acordo com os dados apurados pela Scot, as cotações da vaca e da novilha gordas também sofreram baixa diária de R$ 3/@, e agora são negociadas por R$ 261 e R$ 269/@ , respectivamente, em São Paulo (preços brutos e a prazo).

A referência do bovino destinado à exportação (“boi-China”, abatido mais jovem, com até 30 meses de idade) também caiu nesta quarta-feira, para R$ 280/@ (preço bruto e a prazo, mercado paulista), o que significou uma baixa diária de R$ 5/@.

Segundo dados levantados pela IHS Markit, considerando todas as principais praças pecuárias do País, a quarta-feira registrou um mercado com baixa liquidez, com o retorno gradativo das negociações dando espaço para um ambiente de forte queda de braço entre pecuaristas e frigoríficos nas precificações da arroba do boi gordo.

“Apesar do ambiente frouxo, sem muitos apontamentos de preços referenciais, a pressão de baixa ainda é persistente, porém limitada diante das condições de retenção de animais em algumas regiões do País”, observam os analistas das IHS.

De acordo com a IHS, o consumo doméstico da proteína continua represado, embora os preços dos cortes tenham registrado recuos no atacado.

Neste sentido, acrescenta a consultoria, as escalas de abate das indústrias brasileiras não registram grandes avanços neste atual momento.

Do lado de dentro das porteiras, informa a IHS, algumas regiões desfrutam de um período oportuno para a retenção de animais nas propriedades devido aos volumes satisfatórios de chuvas que cobre a faixa central do País.

SAIBA MAIS | Mercado Pecuário | Virada do ciclo pecuário traz boas oportunidades de negócios; saiba como

Por sua vez, de acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), os volumes de chuvas ultrapassam os 120 milímetros em algumas regiões, fator que eventualmente pode prejudicar as operações logísticas envolvendo os animais terminados.

A IHS observa que ainda há muitas unidades paralisadas no momento (em fase de manutenção). “Elas devem retomar as atividades a partir da segunda quinzena de janeiro”, prevê a consultoria.

No mercado atacadista, as movimentações de procura para reposição na cadeia de distribuição e varejo permanecem morosas, com fraca demanda, na mesma toada observada nos primeiros dias da semana.

“Há uma perspectiva para reação nos preços dos cortes do dianteiro, já que a sazonalidade do período é indicativa para uma alta no consumo de carnes com cortes menos nobres (devido ao menor poder aquisitivo da população nesta época do ano, período de pagamento excessivo de impostos). Obrigações fiscais e financeiras retiram boa parte do poder de compra da população, direcionando o consumo para as proteínas concorrentes (frango e carne suína), que neste período encontram-se com preços mais competitivos”, ressalta a IHS.

Cotações máximas de machos e fêmeas nesta quarta-feira, 11/1
(Fonte: IHS Markit)

SP-Noroeste:

boi a R$ 283/@ (prazo)
vaca a R$ 269/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 261/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 246/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 253/@ (prazo)
vaca a R$ 238/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 253/@ (prazo)
vaca a R$ 238/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 251/@ (prazo)
vaca a R$ 241/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 249/@ (à vista)
vaca a R$ 229/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 249/@ (à vista)
vaca a R$ 234/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca R$ 261/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 258/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 271/@ (à vista)
vaca a R$ 256/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 281/@ (prazo)
vaca a R$ 261/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 281/@ (prazo)
vaca a R$ 266/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 266/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 279/@ (à vista)
vaca a R$ 249/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 270/@ (à vista)
vaca a R$ 240/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 246/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 248/@ (prazo)
vaca a R$ 238/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 251/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 266/@ (prazo)
vaca a R$ 256/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 261/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 236/@ (à vista)
vaca a R$ 217/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 286/@ (prazo)
vaca a R$ 258/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 251/@ (à vista)
vaca a R$ 241/@ (à vista)

Fonte: portaldbo.com.br