Embora grande parte dos frigoríficos tenham se ausentado das compras, a oferta enxuta de boiadas gordas neutraliza movimentos mais incisivos de baixa nos preços, diz a S&P Global

imagem das internet – divulgação

O mercado físico do boi gordo está em compasso de espera pela chegada de novembro, condição que proporcionou um quadro de preços majoritariamente estabilizados nesta quinta-feira (26/10), informa a S&P Global Commodity Insights.

“Embora grande parte dos frigoríficos tenham se ausentado das compras de gado, a oferta enxuta de animais terminados neutraliza movimentos mais incisivos de baixa nos preços da arroba”, relata a S&P Global, acrescendo que, de maneira geral, as escalas de abate das indústrias brasileiras estão preenchidas para além da primeira semana de novembro.

Segundo os analistas, os volumes de lotes terminados demandados pelas indústrias recuam conforme a semana avança, o que contribui para um menor ritmo de negociações nas regiões de pecuária.

A baixa liquidez no mercado do boi, diz a S&P Global, também é atribuída à menor demanda por parte da cadeia de distribuição.

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“Os preços dos principais cortes bovinos sofreram redução ao longo da semana em curso, apontando a grande dificuldade em escoar a produção vigente”, observa a consultoria.

Neste sentido, os fundamentos apontam para um maior equilíbrio nas programações de abate das indústrias nos últimos dois meses do ano.

“Apesar da sazonalidade do período indicar um incremento da demanda pela carne bovina, os frigoríficos brasileiros seguem de olho no baixo consumo doméstico de carne bovina”, afirmam os analistas.

Pelo lado de dentro das porteiras, muitos pecuaristas permanecem galgando melhores margens nos negócios, na tentativa de amenizar eventuais prejuízos acumulados ao longo do terceiro trimestre do ano, período marcado pelas quedas incisivas nos preços do boi gordo.

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Praça de referência – Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, o preço do boi gordo “comum” (destinado ao mercado interno, sem prêmio-exportação) segue valendo R$ 235/@ no mercado de São Paulo, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 218/@ e R$ 227/@ (preços brutos e a prazo).

O “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade) está cotado em R$ 240/@ nas praças paulistas, no prazo (valor bruto), com ágio de R$ 5/@ sobre o macho “comum”.

Cotações máximas de machos e fêmeas nesta quinta-feira, 26/10

(Fonte: S&P Global)

SP-Noroeste:

boi a R$ 231/@ (prazo)
vaca a R$ 217/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 227/@ (à vista)
vaca a R$ 205/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 229/@ (prazo)
vaca a R$ 207/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 202/@ (prazo)
vaca a R$ 189/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 202/@ (à vista)
vaca a R$ 187/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 197/@ (à vista)
vaca a R$ 187/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 222/@ (prazo)
vaca R$ 207/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 222/@ (prazo)
vaca a R$ 207/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 236/@ (à vista)
vaca a R$ 207/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 227/@ (prazo)
vaca a R$ 207/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 217/@ (prazo)
vaca a R$ 202/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 210/@ (à vista)
vaca a R$ 200/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 223/@ (à vista)
vaca a R$ 195/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 217/@ (prazo)
vaca a R$ 197/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 209/@ (prazo)
vaca a R$ 199/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 222/@ (prazo)
vaca a R$ 209/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 222/@ (prazo)
vaca a R$ 207/@ (prazo)

RO-Cacoal:

boi a R$ 212/@ (à vista)
vaca a R$ 197/@ (à vista)

MA-Açailândia:

boi a R$ 212/@ (à vista)
vaca a R$ 197/@ (à vista)

Fonte: portaldbo.com.br

https://portaldbo.com.br/mercado-em-compasso-de-espera-e-com-cotacoes-da-arroba-estagnadas-pelo-pais/